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Musicoterapia no Acompanhamento Terapêutico Alzheimer: Estratégias de Estimulação Cognitiva e Neuroafetiva para Idosos com Alzheimer Leve a Moderado

  • Foto do escritor: Psicocentro LTDA Saúde Biopsicossocial
    Psicocentro LTDA Saúde Biopsicossocial
  • 12 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 3 dias



"QUANDO EU ESTOU AQUI" - Programa Psicocentro de Estimulação Cognitiva e Neuroafeitva
Oficina Terapêutica do Programa 'QUANDO EU ESTOU AQUI' de Estimulação Cognitiva e Neuroafetiva


A Doença de Alzheimer (DA) é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente idosos, caracterizada por declínio cognitivo, perda de memória e alterações comportamentais, impactando a autonomia e a qualidade de vida. No Brasil, com o envelhecimento populacional acelerado, estima-se que mais de 1,5 milhão de pessoas convivam com a DA, sobrecarregando famílias e sistemas de saúde como o SUS.[1] Diante disso, intervenções não farmacológicas, como a musicoterapia, ganham destaque no acompanhamento terapêutico Alzheimer, promovendo estimulação cognitiva e neuroafetiva por meio de psicólogo/equipe multidisciplinar Alzheimer, incluindo assistentes sociais para suporte familiar e reinserção social.


O problema central é: como a musicoterapia pode ser integrada ao acompanhamento terapêutico Alzheimer para preservar funções cognitivas e afetivas em idosos com DA leve a moderado? A hipótese é que essa intervenção, ao ativar vias neurais preservadas via música familiar, melhora memória, reduz ansiedade e fomenta interação social, complementando o trabalho da equipe multidisciplinar Alzheimer.[2][3] Objetivo geral: analisar evidências científicas recentes sobre musicoterapia na DA. Objetivos específicos: (1) revisar mecanismos de estimulação cognitiva e neuroafetiva; (2) discutir protocolos clínicos e integrações multidisciplinares; (3) propor recomendações para cuidadores e profissionais. Esta análise prioriza estudos gratuitos em SciELO, BVS e PubMed dos últimos sete anos, com ênfase em revisões sistemáticas.[4][5]


Desenvolvimento


A musicoterapia é uma intervenção clínica em saúde mental, realizada por profissionais capacitados, que utiliza música (melodia, ritmo, harmonia) de forma ativa (cantar, tocar instrumentos) ou passiva (escuta guiada) para atingir objetivos terapêuticos, alinhando-se ao acompanhamento terapêutico Alzheimer – definido como suporte para autonomia e reinserção social.[1][2] Em idosos com DA leve a moderado, ela atua na estimulação cognitiva e neuroafetiva, explorando a plasticidade neural preservada no sistema límbico e córtex auditivo, áreas menos afetadas inicialmente pela atrofia temporal medial.[1][6]


Revisões sistemáticas recentes confirmam benefícios cognitivos robustos. Moreira et al. (2018), em análise de 12 estudos via SciELO, demonstraram que intervenções musicais melhoram memória episódica e de trabalho em pacientes com DA, com ganhos significativos em testes como o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), retardando o declínio cognitivo em até 20-30% em sessões semanais de 45-60 minutos.[7] Assos e Martins (2021), na Psicologia em Pesquisa (BVS/PepSic), destacam que músicas familiares evocam memórias autobiográficas, ativando o hipocampo e reduzindo sintomas neuropsiquiátricos como agitação e apatia, essenciais no acompanhamento terapêutico Alzheimer.[2]


No domínio neuroafetivo, Shirsat et al. (2023), revisão no PubMed/Cureus, evidenciam redução de ansiedade e depressão em 35-40% dos casos, via liberação de dopamina e oxitocina, modulando o eixo HPA e cortisol elevado na DA.[3] Jiménez-Palomares et al. (2024), na revisão sistemática publicada no Journal of Clinical Medicine (PubMed), analisou 18 ensaios randomizados e concluiu melhorias em orientação, linguagem e atenção, com diminuição no uso de antipsicóticos e ansiolíticos em casas de repouso – resultados que potencializam a atuação de psicólogo/equipe multidisciplinar Alzheimer.[4] Heuert et al. (2025), revisão na Saúde (Santa Maria), reforça que musicoterapia eleva qualidade de vida (QoL-AD), promovendo relaxamento, interação social e bem-estar emocional em pacientes brasileiros.[5]


Protocolos clínicos recomendam 2-3 sessões semanais, com repertório cultural (samba, forró para engajamento), integrando estimulação cognitiva e neuroafetiva: fase receptiva para evocação emocional; ativa para coordenação motora e socialização.[1][2] No acompanhamento terapêutico Alzheimer, assistentes sociais e psicólogos combinam com reminiscência e fisioterapia, como mostrado em revisão que associa música a ganhos em mobilidade, força muscular e equilíbrio. Estudos longitudinais indicam adesão superior (80-90%) a fármacos isolados, com custo baixo (instrumentos simples como tambores).[3][6]

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Considerações Finais


A musicoterapia responde à hipótese, consolidando-se como pilar no acompanhamento terapêutico Alzheimer via estimulação cognitiva e neuroafetiva, com evidências de melhorias em memória, humor e socialização para idosos com DA leve a moderado.[1][2][3] Recomenda-se adoção de programas específicos para Alzheimer, bem com treinamentos para equipes multidisciplinares.

Cuidadores: inicie com músicas preferidas do paciente, consultando profissionais para personalização.

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Referências

Moreira SV, Justi FR dos R, Moreira M. (2018). Can musical intervention improve memory in Alzheimer’s patients? Evidence from a systematic review. Dement. Neuropsychol., 12(2):133–42. SciELO. doi:10.1590/1980-57642018dn12-020005.[7]

Assos E, Martins HC. (2021). A música como agente terapêutico no tratamento da Doença de Alzheimer. Psicol. Pesq., 15(1):1-22. BVS/PepSic. doi:10.34019/1982-1247.2021.v15.29081.[2]

Shirsat A, Jha RK, Verma P. (2023). Music Therapy in the Treatment of Dementia: A Review Article. Cureus, 15(3):e36954. PubMed. doi:10.7759/cureus.36954.[3]

Jiménez-Palomares M et al. (2024). Benefits of Music Therapy in the Cognitive Impairments of Alzheimer's-Type Dementia: A Systematic Review. J. Clin. Med., 13(7):2042. PubMed. doi:10.3390/jcm13072042.[4]

Heuert SK et al. (2025). Musicoterapia, uma intervenção não farmacológica que pode promover a melhora da qualidade de vida em pacientes com a doença de Alzheimer: uma revisão sistemática. Saúde (Santa Maria), 51:e72055. doi:10.5902/22365834720.[5]

 
 
 

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